Não teve jeito. A história sempre se repete. E o Erionílton durmiu novamente em uma comemoração. Valeu Lewis por sua presença. Legal rever sua conversa animada. E obrigado pelo apoio e também pelo almoço com sua família.
Um espaço para debates de idéias e notícias. Local para discussão de temas políticos, com abordagem voltada para a construção de uma sociedade mais justa, libertária e revolucionária. Indicação de livros, filmes e textos.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
PAULO BAIANO E O CORTE DE CABELO
Figura emblemática dos bailes de carnaval e das conversas políticas, o bioquímico Paulo Baiano agora tomou uma medida surpreendente. Anunciou para amigos e amigas que só cortará o cabelo após o primeiro jogo da Copa do Mundo a ser realizado no Castelão. Ou seja, cortará o cabelo apenas em junho de 2014. Será que ele realmente aguenta ?
sábado, 30 de janeiro de 2010
JESSIER QUIRINO E A ALMA NORDESTINA - BREVE BIOGRAFIA
Este paraibano retrata nos seus "causos" a alma do povo nordestino. Misturando histórias, tradições e a cultura do nordestino em suas apresentações faz a diversão de todos que têm o privilégio de lhe assistir. Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.
Filho de Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia de Araújo Melo e irmão mais novo de Lamarck Quirino, Leonam Quirino, Quirinus Quirino e irmão mais velho Vitória Regina Quirino.
Estudou em Campina Grande até o ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982. Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área de concessionárias de automóveis.
Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras.
Interessado na causa poética nordestina persegue fatos e histórias sertanejas com olhos e faro de rastejador. Autor dos livros: “Paisagem de Interior” (poesia), “Agruras da Lata D`água” (poesia), “O Chapéu Mau e o Lobinho Vermelho” (infantil), “Prosa Morena” ( poesia e acompanha um pires de CD ), “Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão” ( legendas e imagens gargalhativas sobre folclore político popular ), CDs: “Paisagem de Interior 1 e Paisagem de Interior 2”, o livro: “Bandeira Nordestina” (poesia e acompanha um pires de CD), A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em parceria com Joselito Nunes – todos editados pelas Edições Bagaço do Recife - além de causos, músicas, cordéis e outros escritos.
Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.
Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público.
Nos espetáculos com fundo musical, apresenta-se acompanhado de músicos de primeira grandeza, entre os quais, dois filhos, que dão um tom majestoso e solene ao recital. São eles: Vitor Quirino (violão clássico), André Correia (violino) e Matheus Quirino (percussão). Os músicos Letinho (violão) e China (percussão) atuam nos espetáculos mais elaborados.
Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário.
Sobre Jessier, disse o poeta e ensaísta Alberto da Cunha Melo: "...talvez prevendo uma profunda transformação no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem do agreste e do sertão nordestinos. ... Sua obra, não tenho dúvidas, além do valor estético cada dia mais comprovado, vai futuramente servir como documento e testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica."
Em março quem quiser conhecê-lo de perto estará se apresentando no Teatro José de Alencar, em promoção do Clube da Viola.
fonte: jessierquirino.com.br
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
ARIANO SUASSUNA EM FORTALEZA: UM MENESTREL DA CULTURA SERTANEJA
Já tinha escutado algumas vezes em entrevistas as idéias do escritor Ariano Suassuna. Nada comparável como vê-lo de perto na defesa da cultura brasileira, da arte, da poesia, da dança. Perante um auditório lotado, como nas grandes sessões de cinema do Cine São Luiz dos meus tempos de criança, empolgou a todos que lá compareceram com seus "causos", declamação de poemas e histórias de sua vida. De como encontrou sua amada, de como se encontrou com a poesia, de como baseou sua obra prima: o "Auto da Compadecida". Ariano é de uma simplicidade e de uma firmeza na defesa de suas idéias, que empolga e conquista seguidores. Falou do seu trabalho como secretário de cultura do estado de Pernambuco, especialmente da caravana da cultura que percorre os municípios pernambucanos. Fez uma homenagem especial a Leonardo Mota, cearense que mereceria ser melhor reconhecido, afirmou ele. Aplaudido de pé no final, com certeza recarregou as baterias para sua peregrinação em prol da cultura nordestina e brasileira. Uma noite memorável essa de hoje.
sábado, 24 de outubro de 2009
PARA SEMPRE NOS CORAÇÕES: ALBERTO PORFÍRIO



Ainda saudoso da presença amiga e serena do poeta amigo Alberto Porfírio, publico aqui algumas fotos que marcaram sua vida bem como um verso em sua homenagem feita pelo artista Klévisson Viana. Escultor, poeta, organizador de eventos, Alberto dedicou sua vida à profusão das artes e do bem comum.AO MESTRE ALBERTO PORFÍRIO
Autor: Klévisson Viana
Artista como Porfírio
Não nascerá mais nenhum
Com seu talento incomum
Tinha a pureza do lírio
Sofreu amor e martírio
Como todo menestrel
Mas sendo à arte fiel
Tinha talento de sobra
Morre o homem, fica a obra
Gravada em pedra e papel.
Fotos 1 - Alberto recitando / 2 - Estátua Cego Aderaldo Quixadá/3 - Estátua Casa do Cantador - Brasília (DF) / 4 - Alberto e o Papa João Paulo II
Fontes: http://fotolog.terra.com.br/albertoporfirio:14
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
CULTURA DE QUIXADÁ E DO CEARÁ DE LUTO: FALECE ALBERTO PORFÍRIO:

Tive conhecimento hoje do falecimento do poeta e escultor Alberto Porfírio. Ele que já vinha sofrendo há meses de sequelas fruto de um AVC, enfrentava agora uma doença que originou-se de um de seus ofícios: o contato com cimento para esculpir.
Figura querida, de uma voz mansa e tranquila, Alberto Porfírio foi um exemplo de artista e empreendedor. Cordelista, poeta, escultor, organizador de eventos, dirigente de associações; conseguia apoios aos seus projetos com seu jeito persistente e humilde de ser.
Conheci Alberto quando era secretário de cultura de Quixadá(1993-1996). Ele me procurou para puxarmos juntos a idéia de colocar o "chapéu" na estátua de Cego Aderaldo. Ele me disse, à época: "Como pode a estátua do Cego não trazer o chapéu, pois ele sempre, em qualquer hora, estava de chapéu". Depois de muitas e vindas me cobrando(todos sabem como é dificil financiar cultura em município), chegou o momento e conseguimos recursos para fazer o chapéu, que ele mesmo esculpiu, sem cobrar cachê. O dia da reinauguração foi especial. Cantadores puxados pela banda de música desfilaram pelas ruas da cidade, saindo da casa de Aderaldo até a rodoviária. Depois que foi descoberta a estátua, os cantadores continuaram a soltar seus versos. Foi um dos momentos felizes para Alberto Porfírio, dentre tantos que teve. Ele me acompanhou no célebre encontro de Patativa de Assaré com Rachel de Queiroz.
A última vez que estive com ele foi no lançamento do livro, em que ele foi personagem: "Quixadá" de Miguel Von Behr(foto), no Centro Cultural Dragão do Mar. Estava meio cansado, reflexo da enfermidade, mas estava disposto a contribuir ainda muito com a cultura. Estava preparando uma biografia, que esperava lançar até dezembro deste ano. Não houve tempo, entretanto, ele está descansando junto a Deus. Deve estar nesse momento, com aquele seu jeito manso, alegrando o Senhor com seus versos.
domingo, 14 de junho de 2009
PAULO BAIANO - UMA FIGURA POPULAR
Resolvi colocar esta foto para os amigos não se assustarem com o novo visual do Paulo Roberto de Barros (Paulo Baiano), se o encontrarem nas ruas de Quixadá. Ex-jogador de futebol do Quixadá Futebol Clube e ex-maratonista, Paulo no início da carreira futebolística usava longo cabelo louro. Agora resolveu homenager a força da raça negra(black power), que foi muito presente na década de 70. Personagem de inúmeras histórias folclóricas da FECLESC e dos carnavais quixadaenses, o técnico de laboratório Paulo Baiano promete arrasar com outros visuais. Segundo ele, isto acontece a pedido das fãs. Alguém em sã consciência acredita ?
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