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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

MUNDO PÓS PANDEMIA - MUDANÇAS NECESSÁRIAS E URGENTES

 


Temos escutado cada vez mais vozes defendendo mudança de postura no cotidiano da vida pós pandemia.

É verdade que a necessidade de alteração em nossas atividades já vem de muito tempo. Nosso planeta, nosso habitat, vem sofrendo pelas mãos devastadoras do homem há décadas. O consumismo desenfreado, as atividades econômicas predatórias, a insensatez dos mais diversos governos e empresas tem fustigado a vida terrestre. O mar não escapa também, encontrando-se repleto de dejetos levados pelo homem. Nossos rios, lagoas, açudes, da mesma forma.

É preciso mudar radicalmente a forma de convívio com nosso habitat. É preciso tudo mudar, mas para que possamos continuar existindo. Os vírus que se disseminam pelo mundo, matando e destruindo famílias, levando tristeza e desalento a milhares, poderiam ser evitados se estivéssemos respeitando nossas florestas, nosso planeta. 

Chega de tanto consumo. A Terra não aguenta tantos ataques cotidianos. Precisamos cobrar de nossos governantes atuais e dos futuros governantes compromisso com a preservação do Planeta, com a preservação dos animais, das plantas, da nossa espécie. Estamos ameaçados pela ação deliberada nossa. Estamos destruindo nossa própria casa.

Além de cobrar postura das lideranças mundiais, podemos começar a mudar nossa ação cotidiana.

Eu já há algum tempo tenho me policiado; e conversado com quem me é próximo para não continuarmos no consumismo. Se precisamos comprar algo, caso seja realmente necessário, busca-se fazer a aquisição. Caso não, para que adquirir algo para ser acumulado em nossos armários?

Outra questão é avaliar se o que temos não pode ser útil a outra pessoa e não ser mais um objeto acumulado. Acúmulo de bens não traz felicidades, muitas vezes traz a discórdia, a desunião, a balbúrdia.

Coloco aqui algumas ações e ideias que busco seguir, no sentido de preservar nosso planeta, algumas já utilizo há tempos, outras de forma mais recente:

1) Roupas e outros utensílios do vestuário - procuro repassá-los, ainda com qualidade para outras pessoas que necessitam. Evito compras de vestuário desnecessárias atualmente.

2) Descarte de lixo doméstico - Plásticos, vidro, papelão, pilhas, latas, entre outros objetos - Faço a juntada semanal destes produtos e deixo nos Ecopontos existentes em Fortaleza (interessante ação pública implementada pela Prefeitura de Fortaleza).

3) Consumo de sushi - Adoro comida chinesa e japonesa. Para evitar o envio constante pelo restaurante de pauzinhos e depósitos de plástico para o molho, comprei estes itens de forma de material permanente. Quando ligo pedindo este tipo de comida, já aviso que não precisa enviar estes itens.

4) Escova de dente - Aderi ao uso de escovas de bambu. Duram inclusive mais tempo do que as de plástico, sendo bem leves e agradáveis. 

5) Sacolas de plásticos - Ainda utilizo, mas temos diminuído seu uso. Quando vou a farmácias, peço para não entregar o remédio em sacola. Muitas vezes, uma pequena compra, vem dentro de uma sacola. Podemos evitar. Comprei sacolas plásticas duráveis para diminuir o consumo das descartáveis.

6) Consumo de carne - Gradativamente temos diminuído o consumo de carne. Antigamente era um desejo diário meu. Hoje, reduzimos consideravelmente. Não penso em ser vegano, mas diminuir o consumo de carne vermelha pesa menos no bolso, contribui com nossa saúde e também do planeta.

7) Canudos de plásticos - Há tempos venho devolvendo os canudos nos restaurantes, dispensando seu uso. Somente para milk shake e água de coco aceito; assim mesmo, os biodegradáveis. 

8) Papel - Busco utilizar e reutilizar agendas, blocos de notas, cadernos, até o seu final. No trabalho, sempre tenho anotações a fazer, então não falta utilidade. Adquirir este tipo de produto, só mesmo se não tiver mais nada para ser reutilizado. Meu local de trabalho (TCE/CE), reduziu bastante o gasto com papel com a adesão ao processo eletrônico.

9) Objetos - Procurar consertar e não simplesmente trocar, descartando o bem anterior. Busco utilizar os bens duráveis até o fim de sua utilidade. Se vou adquirir novo bem, procuro produtos que tenham menor consumo de energia.


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

ESTÁTUA DE IRACEMA - BEIRA MAR - FORTALEZA (CE)

 

Iracema é personagem principal de um romance escrito pelo fortalezense José de Alencar. Narra a história da índia Iracema e Martim Soares Moreno, que foi um dos primeiros portugueses a chegar à região de Fortaleza, onde resolveu viver entre os índios, tornando-se marido de Iracema. A imagem de Iracema ficou bastante vinculada à Fortaleza. Uma praia foi batizada com seu nome e diversas estátuas foram esculpidas e postadas por toda a cidade. A obra da orla da beira mar foi esculpida pelo artista pernambucano José Corbiniano Lins, a escultura retrata além de Iracema, o momento em que o guerreiro branco, seu filho Moacir (dentro do cesto, nas pernas de Martin) e seu cachorro Jati, deixam nossa praia em uma jangada.

 Este local tem que ser visitado e fotografado em visita à Fortaleza (CE), face sua beleza.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

ATÉ INCOMPETÊNCIA TEM LIMITES


Mesmo nas piores situações é possível extrair lições. Não é o que parece ser visualizado em nossa atual situação.

Vivemos a pior crise sanitária da atualidade, sob a liderança de um governo absolutamente incompetente. A única criatividade existente é voltada para criar problemas e proliferar notícias falsas.

Não é possível que sejamos tão desafortunados de enfrentar esta grave pandemia recheada de uma irresponsabilidade jamais vista na política brasileira.

Os erros são tão grotescos e crassos, que fica-se a perguntar se as atuais lideranças vivem em um mundo de outra dimensão ou realidade alternativa. O pior é a existência de grande quantidade de seguidores adeptos de teorias da conspiração, de negacionistas, de antivacinas, além de outras maluquices. E alguns ainda se dizem cristãos. Seria cômico se não fosse trágico.

A negação da pandemia e de seus graves efeitos foi um dos erros iniciais. Não se preparar mesmo que de forma emergencial demonstrou o cartão de visita da incompetência. O Governo Federal, sob a liderança de seu inapto presidente, não tomou as medidas necessárias e cabíveis inicialmente. Aqui no Ceará, precisou-se ir a justiça para se garantir uma barreira sanitária no aeroporto, situação concedida tardiamente.

Ausência de planejamento nacional, ausência de coordenação para a compra de equipamentos e insumos, estímulo a desobediência nas orientações contra aglomeração, ausência de testes, desestímulo ao uso de máscara; conflito entre presidente e ministros da saúde, incentivo a remédios sem comprovação científica. Todos os dias se evidenciava uma irresponsabilidade e declaração desastrosa. Não é possível a existência de tanta incompetência.

Talvez porque não seja somente incompetência. Talvez seja loucura. Ou talvez seja perversidade. Mais de 180.000 mortos e o tresloucado diz: "E daí".

Agora, criou-se a guerra das vacinas. Mais uma vez, ao invés de seguir a ciência, busca-se o caminho do obscurantismo. Até 2020, não entendia como tinha ocorrido a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro. Como pessoas se revoltam contra uma vacina era uma pergunta que me debatia quando lia sobre o tema. Hoje, entendo demais o ocorrido. Triste esta história se repetir.

Enquanto isso, milhares morrem semanalmente. Antes era o motivo era o despreparo. Hoje é a negligência. Fantoches se apresentam como responsáveis para resolver a grave crise, nos pedindo para conter o desespero. 

O momento é de angustia e perplexidade. Nos resta torcer para que a razão prevaleça. Que nossos técnicos derrotem os tresloucados e a vacina, devidamente testada e comprovada, chegue para salvar vidas e atenuar o sofrimento.

Apesar de tudo, presenciamos exemplos de solidariedade, de empatia, do empenho dos profissionais de saúde. Voltamos a pensar que ainda resta uma esperança para nosso país.

Por último, espero que os responsáveis pela banalidade da incompetência reinante não sejam esquecidos. Depois dessa crise, é preciso apurar as responsabilidades.



domingo, 6 de dezembro de 2020

SUSTENTABILIDADE


 

Volto ao tema sustentabilidade pelo fato de ser mais do que necessário discuti-lo de forma permanente. A crise provocada pelo coronavírus demonstra a necessidade de mudarmos hábitos, de evitar o consumismo, de respeitar o direito de existência das gerações futuras. 

Nosso belo planeta não aguenta a forma de desenvolvimento atual vigente. Nosso planeta, e nós como espécie também, não sobreviveremos a esta contínua ação de destruição do nosso habitat. Avalio que a Terra, como um organismo vivo, vem sofrendo por séculos atos hostis e prejudiciais à sua sobrevivência. Mas, nunca de forma tão incisiva como no período atual.

As mudanças climáticas, a proliferação de vírus, os incêndios assustadores nos mais diversos locais do planeta; nos assustam. Já se discute a possibilidade de nossa extinção como espécie. É assustador. Contudo, não surpreendem os cientistas que há muito tempo nos avisam dos riscos da continuidade da ação destruidora do homem.

Não obstante ao relatado, ainda há dirigentes que simplesmente ignoram a gravidade da situação e agem como se nada estivesse acontecendo. Agarrados à ignorância contribuem para agravar ainda mais a situação. A proliferação de teorias da conspiração, de notícias falsas e outras barbaridades, são o seu passaporte de governo. 

Assim, neste quadro desolador de lideranças, resta-nos combater as trevas da ignorância com a defesa de posições responsáveis com nosso Planeta. Cada um de nós pode contribuir, mesmo que de forma simbólica.

Neste período de pandemia fiz um inventário de minhas roupas, doei parte de meu acervo a instituições de caridade, bem como a pessoas necessitadas. Será que é necessário termos roupas para usarmos uma vez por ano? Será que é necessário ter 200 pares de sapatos, quando pessoas não tem nem uma chinela para calçar? É importante reavaliarmos nossa adesão a este mundo consumista, que nos faz desejar possuir cada vez mais. Devemos avaliar se o que estamos comprando tem alguma utilidade ou será apenas mais um item no guarda-roupa para ser esquecido. Em 2020 comprei apenas uma camisa. Uma bela camisa do Fortaleza. Foi suficiente. 

Avaliemos nossa vida. Sejamos mais responsáveis com nosso habitat. O respeito à natureza, o combate ao consumismo, a adesão à alimentação saudável, a defesa de políticas preventivas e responsáveis de saúde e meio ambiente urgem.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

OS MUNICÍPIOS E A GESTÃO FINANCEIRA

 


Costumo comparar uma exemplar gestão pública com o controle eficaz da dona de casa sobre sua residência. Para que a casa esteja organizada ela deve estar limpa, com as coisas no lugar, com as refeições saindo no horário e o mais importante com as contas em dia. A administradora da residência não gasta mais do que possui de receita e procura economizar o máximo possível. Circula nos supermercados em busca de adquirir os melhores produtos com os menores preços. Evita desperdícios, orienta os filhos a economizar luz, água, etc. Faz um controle rígido de seu orçamento com o intuito de chegar ao final do mês com as necessidades de sua família atendidas.

Caso as administrações públicas seguissem a cartilha da dona de casa teríamos uma outra realidade em nosso país. Fazendo o comparativo com o exemplo, não conheço nenhuma gestão administrativa que seja exemplar e exitosa gastando mais do que arrecada. A primeira tarefa de qualquer gestor deve ser equilibrar seu orçamento. Se não fizer este dever de casa inicial, todas as demais ações e projetos poderão estar prejudicados.  Sem o devido equilíbrio financeiro faltarão recursos para os projetos prometidos na campanha; para o salário dos servidores; para as pressões de reivindicação da sociedade, entre tantas outras demandas.

Desta forma, primeira tarefa de qualquer gestão: organizar as contas públicas. É difícil fazer isto? Não, mas é preciso ter determinação para não cair na tentação de sair gastando nos primeiros meses de administração e fragilizar ainda mais o orçamento. É preciso fazer um diagnóstico inicial da situação e somente gastar com qualidade. Se abrir a mão nos primeiros meses, pode-se inviabilizar a gestão pelos próximos quatro anos. Há diversos exemplos de prefeitos que foram gastando a roldão no primeiro ano de sua administração buscando atender de imediato a todas as promessas eleitorais, e depois tiveram que amargar uma decepção pessoal e de toda a cidade a qual governava.

Uma dona de casa planeja os seus gastos de acordo com o que tem disponível. Algum segredo nisso? Não, e este exemplo deve ser seguido por empresas e órgãos públicos. Feito o diagnóstico financeiro inicial, deve-se fazer o planejamento na busca de melhorar a arrecadação e no estabelecimento de critérios para a priorização de gastos. Algumas despesas considero que são mais do que prioritárias: manutenção do salário em dia dos funcionários, pagamento das contas públicas e as referentes aos serviços básicos funcionando.  Feito o equilíbrio das contas, é preciso saber qual o percentual de recursos disponíveis para os investimentos. Aí começa de fato a gestão que é a execução de projetos e ações definidas como estratégicas.

Outros fatores devem ser considerados para o êxito da administração. Um bom gestor deve se cercar de pessoas qualificadas. E a área financeira não é lugar para experimentos. A  escolha do secretário de finanças e de sua equipe deve ser pautada pelo conhecimento técnico, sensibilidade administrativa e dedicação. Para tanto, a área financeira deve ser também melhor apoiada com suporte de equipamentos, sistemas de informática, servidores treinados e bem remunerados. Não dá para conceber uma administração pagando a um auditor municipal o valor de um salário mínimo. Auditores e servidores do setor de arrecadação/financeiro devem ser agraciados com plano de cargos e carreiras que valorizem sua atuação.

Outro ponto a ser destacado é que os gestores devem ser vendedores de sua cidade. Foi-se o tempo em que um prefeito podia ficar em seu gabinete apenas dando ordens. Ele deve agir proativamente e sair em busca de captar recursos para os projetos e ações destinados ao seu município. Uma boa experiência, que tem ajudado nisto, configura-se na implantação de Escritórios de Projetos. Tratam-se de instrumentos voltados para elaboração de projetos e monitoramento de sua execução. Não faltam recursos para boas propostas, para bons projetos.

Equilíbrio financeiro, planejamento de ações, elaboração de projetos, valorização dos servidores da área financeira; estes são alguns passos importantes para a efetividade de uma gestão pública em qualquer esfera de poder.

 

Francisco Cristiano Maciel de Goes

Analista de Inspeção Governamental – Tribunal de Contas do Estado do Ceará

Doutorando em Ciência Política – Universidade de Lisboa

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

PEQUENAS AÇÕES PARA A SUSTENTABILIDADE


Tenho a convicção de que temos que mudar nossa forma de consumo, senão daqui a pouco os prejuízos para nosso habitat serão irreparáveis. Caso não bastasse a falta de sensibilidade dos governos para a causa ambiental e sustentável, entendo que o consumismo desenfreado, a volúpia por novas marcas, o descarte de bens ainda em ótimo uso, a busca por um novo celular com pequeníssimas adições da versão anterior, entre tantos exemplos de aquisições desenfreadas; tudo isto vai se voltar contra nós e as gerações de nossos filhos. 
É claro que não pode-se individualmente resolver o problema do Planeta. Contudo, pode-se modelar nosso dia a dia para gradativamente incorporar pequenas ações que multiplicadas podem realmente dar um passo de sustentabilidade.
Comecei com coisas simples. Em meu trabalho uso uma garrafa de água, a fim de evitar a utilização de um copo de água toda vez que tenho sede ao longo do dia. 
Quando vou a aula de espanhol, gosto de tomar um cafezinho e tomar água. Utilizo o mesmo copo plástico. Tomo água, mato a sede e depois saboreio o delicioso cafezinho.
Em relação aos canudos plásticos, há tempos que devolvo ao garçom quando tomo suco ou outra bebida. Ressalva feita apenas para água de coco e milk shake, a qual ainda o utilizo o canudinho. Ressalto que mesmo com canudinhos biodegradáveis tenho a mesma postura. Hoje utilizo raríssimo. 
Outra ação que tenho implementado é que procuro usar o mesmo prato em restaurantes. As vezes pede-se uma entrada; e quando sai o almoço o garçom vem para trocar o prato. Normalmente e sem nenhum transtorno para a degustação da comida tenho declinado desta troca.
Em casa temos conseguido separar pelo menos o lixo orgânico do restante dos outros dejetos. Sei que ainda é pouco, mas chegamos neste estágio por aqui. Já com relação a garrafas, jornais, papelão, entre outros; tenho encaminhado para reciclagem. Ressalto que a Prefeitura de Fortaleza tem dezenas de pontos de recepção deste tipo de bens recicláveis em todos os bairros. Com pilhas, baterias usadas, lâmpadas queimadas, sempre encaminho a um local adequado para sua recepção.
Outros bens de uso durável que não utilizo mais, tenho encaminhado para o Movimento Emaús, que tem belo trabalho no reuso de bens. 
Em relação a roupas usadas, tenho buscado repassar para pessoas que farão boa utilização delas. É incrível que roupas ainda sejam jogadas no lixo, sem que se dê um bom destino, tendo em vista que vivemos em um país com pessoas tão carentes e necessitadas. Se tiver dificuldades para encaminhar sua doação, há diversas entidades beneficentes que atuam nesta área.
No trabalho utiliza-se cada vez mais menos papel. Mesmo assim, nos processos físicos a impressão ocorre na frente e no verso, o que economiza o papel em 50%. Acrescento que se reutilizam restos de papel de trabalhos anteriores para impressões de material para estudo e análise.
Outra coisa, recebo livros em caixas na minha residência. Estas caixas serão reutilizadas nos presentes de natal que irei ofertar. As vezes, precisamos despertar para dar uso adequado aquilo que para muitos é simplesmente lixo. Devemos usar a criatividade.
Outra coisa bem simples é não jogar lixo na rua. Não abra o vidro e jogue o papel na rua. Incrível como ainda acontece isto. Sei que as vezes há dificuldade para jogar o lixo em um local adequado. Nem sempre há uma lixeira perto. Mas, aguarde até encontrar um local. O Planeta agradece.
Estas ações que falei podem ser uma gota no oceano, mas já consegui trazê-las para meu dia a dia. Junte-se com ações pela sustentabilidade de nossa mãe Terra.


domingo, 1 de setembro de 2019

EXISTE HUMANIDADE NAS PESSOAS DE HOJE?


Em uma dessas manhãs de sábado, fui a padaria comprar pão. Eu adoro o pãozinho francês novinho, pois enriquece o café. Estacionei ao lado de outro carro que também parava. Do carro saiu um senhor gordo e me dirigiu a palavra: 
- Eita vida boa.
Seu deboche se direcionava a um jovem que dormia debaixo de uma marquise. 
Minha resposta foi ignorar as palavras do insensível senhor.
Recentemente li uma matéria do jornal "O Povo" em que relatava a difícil vida de quem mora nas ruas. Trazia também o depoimento de uma pessoa que tinha conseguido sair desse desalento. Seu relato era emocionante, pois muitos não conseguem superar as dificuldades da solidão, da violência, das doenças, da insensatez.
Em geral tenho visto muita falta de solidariedade e desprezo com os moradores de rua.
Deve-se destacar que nem todos aqueles que perambulam pelas ruas são usuários de drogas ou criminosos. Há muitos em que o desarranjo familiar, a pobreza, a violência doméstica, os levaram à vida nas ruas, praças e avenidas.
Um personagem que conseguiu escapar das estatísticas foi o Capitão Silva, hoje integrante da Polícia Militar e educador. Passou extrema dificuldade ao morar na rua, inclusive dormindo em cemitérios. Era conhecido como o "morta fome". Recebeu apoio de pessoas realmente de bem e conseguiu desviar dos caminhos relacionados ao crime. Atualmente ministra palestras sobre sua trajetória. Ainda há esperança relata.
Nem todos que habitam as ruas conseguem encontrar almas caridosas. Nos últimos meses revi um amigo quixadaense morador das ruas de Fortaleza: José Maria. Sempre simpático, tinha alegria ao pedir moedas nos sinais. Na última vez que o vi, me afirmou que tinha deixado o vício da bebida e que ia sair dessa. Nunca mais o vi. Senti sua falta no sinal da Santos Dumont. Temi por sua vida. E ele realmente tinha saído do sofrimento, me relatou seu irmão algumas semanas atrás.
A vida é complicada, me relatou a Dona Maria. Pedinte ao lado da agência do Banco do Brasil da Desembargador Moreira, ela conversou comigo e falou com orgulho: "eu cozinhava para casas de família". Adoeceu, ninguém mais a quis para trabalhar. Vive de esmolas, com esperança de voltar para o Piauí, onde me disse que tem dois filhos e duas irmãs.
Contudo, há pessoas que ajudam as irmãs em situação de risco. Diariamente, há solidariedade, há registros de humanidade nas pessoas. Pode ate ser exagero na linguagem se expressar desta forma. Hoje vivenciamos muito desamor e ódio nos corações, mas há esperança. Nas noites sombrias, figuras adentram no Centro de Fortaleza para fazer o bem; para distribuir comida e bebida aos que tem fome e sede. 
Creio que ainda há esperança no ser humano. O bem não pode sucumbir ao ódio. Sejamos mais cristãos. É necessário trazer um pouco de Jesus, de Irmã Dulce, de Madre Teresa, de São Francisco, de Gandhi, entre tantos outros para nossas vidas.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

RENATO CARNEIRO SAUDADES

            Vereador Agenor Queiroz entregando a medalha Américo Barreira ao amigo Renato Carneiro
                          Renato Carneiro e outros homenageados com a Medalha Américo Barreira

Conheci Sr. Renato Carneiro quando estudante do Ginásio Waldemar Alcântara. Minha professora de história passou tarefa de entrevistar políticos quixadaenses sobre a trajetória de Getúlio Vargas. Minha equipe era composta além de mim dos amigos Amâncio, Gladstone e Manin. Renato Carneiro era então prefeito de Quixadá e recebeu sem cerimônia os jovens estudantes. Não tínhamos marcado hora, mas mesmo assim ele nos fez adentrar em seu gabinete e ouviu sobre o tema da entrevista. Perguntou se poderíamos ir no outro dia na sua empresa para conceder a entrevista. E assim foi, nos deu um saudoso depoimento sobre a história de Getúlio Vargas. Aliás, ao final nos agradeceu pela oportunidade.
Os anos passaram e voltei a ter contato com Sr. Renato no antigo Hotel Municipal de Quixadá. Sempre estava lá às segundas-feiras para tirar o stress, batendo papo com os amigos e tomando algumas doses de whisky. Em um desses dias pude sentar em sua mesa e beber da sua sabedoria. Nas histórias que contava desfilava prudência, experiência, objetividade, prazer para o trabalho. Nas diversas vezes que tive o prazer de estar em sua presença, pude presenciar o ser humano empreendedor, inovador e educador que era.
Como prefeito de Quixadá era conhecido por sua palavra, sem rodeios e verdadeira. Não fazia falsas promessas, prometia somente o que realmente iria fazer. Foi um prefeito também inovador. Elaborou o primeiro plano diretor da cidade de Quixadá, quando sequer se sabia a importância do planejamento na administração pública. Cumpria os pagamentos financeiros da Prefeitura rigorosamente e foi um grande gestor de Quixadá com muitas realizações.
Na área privada, foi um empresário que marcou época no plantio e industrialização do algodão no Sertão Central e em nosso Estado. Enveredou pela avicultura e outras atividades comerciais; afinal sempre foi uma pessoa voltada para o trabalho; creio que foi uma pessoa incansável na arte de empreender.
Sua filosofia de vida procurava repassar para sua família, amigos e todos os que o cercavam, daí por que coloquei como uma de suas qualidades a de educador.  E o era. E muito bem.
Quando fui presidente da Câmara de Quixadá pude homenageá-lo com os vereadores da época com a medalha municipalista Américo Barreira. Homenagem mais do que justa em uma concorrida solenidade.
Há homens e mulheres que são quase imortais; marcam sua vida com pegadas fortes. Renato Carneiro era um desses homens que engrandecem a existência. Seja na área política, empresarial e familiar, foi um homem imprescindível e que marcou época especialmente na cidade de Quixadá. 
Minhas condolências a sua família e amigos. Ressalto que sua missão terrena foi muito bem cumprida. Deixa muitas saudades para todos que o conheceram. A mim, também especialmente.

domingo, 29 de julho de 2018

CIDADES TURÍSTICAS E A GESTÃO MUNICIPAL

                                                                   Gramado (RS)
                                                                      Salvador (BA)

                                                 Foz do Iguaçu (PR) / Puerto Iguazu - Argentina

Beto Carrero / Penha (SC) / Balneário Camboriu (SC)

Nos últimos doze meses tive o privilégio de visitar quatro cidades consideradas entre os melhores destinos turísticos do Brasil: Foz do Iguaçu, Salvador, Balneário Camboriú e Gramado. Foram viagens maravilhosas em que pude conhecer a beleza diferenciada de nosso país, seus belos ambientes naturais e apreciar a hospitalidade agradável dos brasileiros de todas as raças e lugares.

Apesar das cidades se situarem em quatro estados brasileiros (Paraná, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) há aspectos que as unem em termos de gestão e também de algumas características.

Uma situação comum que verifiquei é o desempenho eficaz da limpeza urbana. Circulei pelos mais variados lugares nas quatro cidades e não verifiquei nenhum retrato de lixo acumulado ou aspecto de sujeira. Alguém pode me indagar: Ah, mas foi apenas nos pontos turísticos! É verdade em parte, mas procuro em minhas andanças visitar os pontos tradicionais de visitações para turistas e também alguns locais que me tragam um pouco da "alma da cidade", o que foge deste roteiro mais conhecido.Vale ressaltar que Salvador, até bem pouco tempo possuía a fama de cidade suja. Isto mudou e muito. A imagem que eu trouxe de volta foi de uma cidade bem cuidada e com uma limpeza urbana a contento.

Outra questão comum relaciona-se à mobilidade urbana. Em Salvador cheguei a andar de metrô, ônibus, táxi e uber. Todos a contento. Em Balneário Camboriú circulei de ônibus pelos principais pontos turísticos da cidade. Da mesma forma, as outras cidades possuíam alternativas para o vai e vem dos visitantes, seja do tradicional ônibus até o rápido contato para táxis. Acrescente-se também que as cidades apresentam também uma boa sinalização turística, permitindo o deslocamento de visitantes com menos risco de se perderem em suas rotas. A destacar que circulei por ruas e avenidas iluminadas, sem buracos e muitas delas com boa arborização.

A sensação de segurança destas cidades também me permitiu curtir melhor as viagens. Em Balneário Camboriú (SC), o guia falou como cartão de visita que podíamos circular com celulares, máquinas fotográficas e outros objetos; sem correr o risco de furtos e assaltos. Realmente caminhamos pelas ruas e pela beira mar em horário após meia noite, batendo fotos e comprando. Isto mesmo comprando, pois as lojas ficam abertas até muito tarde. Algumas ficam abertas até as 12h da noite. Em Gramado, além da segurança, pude desfrutar de equipamentos públicos, como por exemplo banheiros públicos, com qualidade até superior a de alguns shoppings de nosso estado. Em todas as cidades sempre me deparava com veículos e integrantes das forças de segurança, seja da guarda municipal ou estadual.

Acrescente-se que as cidades souberam conjugar a existência de pontos especiais e históricos com a exploração pela iniciativa privada de outros equipamentos e empreendimentos. Além disso a realização de uma programação festiva e cultural impulsiona ainda mais o motor do turismo nestas cidades. O carnaval na Bahia, o Festival de Cinema e o Natal de Luz em Gramado, as festas de fim de ano em Balneário Camboriú, os Congressos em Foz do Iguaçu; citando estes para exemplificar, reforçam a possibilidade de atrair turistas e visitantes em suas respectivas cidades.

Em cada um desses lugares a gastronomia é vendida como um atrativo especial. Afinal, como não ir a Bahia e não saborear o tradicional acarajé e abará? Ir a Gramado e não se degustar com o fundue especial de seus restaurantes nos parece uma heresia. Do mesmo modo visitar Foz deve casar com o churrasco do Rafain ou de outro restaurante. Em Balneário Camboriú não se pode dispensar o camarão delicioso de seus pratos. Eita, que delícia de viagens.

Pelo que vi, a receita do sucesso do turismo destas cidades situa-se no fato da administração pública cumprir seu papel na limpeza urbana, iluminação pública, segurança pública, transporte público, manutenção de praças, ruas, avenidas e equipamentos públicos e históricos. Por outro lado, a iniciativa privada tem investido em propiciar alternativas em lazer, gastronomia, eventos culturais e festivos, entre outros.

Isto dá para ser multiplicado pelo nosso país? Claro, falta a nossos governantes administrar tendo como objetivo o desenvolvimento das cidades e não simplesmente vencer a próxima eleição. Alguns visionários tem mudado a feição dos municípios brasileiros com idealismo, organização, planejamento e dedicação. Que os bons exemplos se multipliquem.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

SALVADOR, BAHIA - TERRA MARAVILHOSA

Ilha dos Frades

Um brinde a Vinicius de Moraes

Casa do Rio Vermelho

Este ano tive o privilégio de visitar Salvador, na famosa Bahia.

Convivi com um povo alegre, festivo e acolhedor. Desde a família que nos acolheu pacientemente e prazerosamente por 10 dias, até os mais diversos profissionais que nos serviram; todos nos trataram com hospitalidade, presteza e sentimento de acolhimento.

Percorri lugares mágicos, históricos e cheios de energia. 

Adorei o Pelourinho com seus museus, bares, lojas, igrejas e monumentos.

Estive na Igreja e Convento de São Francisco. Um espaço belíssimo repleto de pinturas, esculturas ornamentos de ouro e imagens sacras. Conheci a Igreja do Rosário dos Pretos, construída por escravos e ex-escravos; sendo outro belo local para visitas e orações. Rezei na Igreja do Bonfim, espaço surreal da religiosidade.

No Pelourinho visitei o Museu Nacional da Enfermagem; o imponente Museu da Misericórdia; o Museu Eugênio Teixeira Leal que trata da história do dinheiro;  o Museu da Gastronomia Baiana; o Memorial das Baianas e a Fundação Casa Jorge de Amado. 

Estive ainda no Palácio Rio Branco, no Memorial da Câmara, no Movimento da Cruz Caída. Circulei pelas homenagens a Zumbi dos Palmares e Tomé de Sousa. Degustei moqueca de camarão com cerveja geladíssima em seus restaurantes. Curti especial cortejo do Olodum pelas ruas do Pelourinho. Posei para foto na mesma sacada em que o superstar Michael Jackson gravou seu clipe. 

Depois desci pelo Elevador Lacerda e fui ao Mercado Modelo para fazer compras e trazer mimos de Salvador. 

Fui ao famoso estádio Fonte Nova ver o Bahia jogar. Visitei a Casa do Rio Vermelho, lugar em que Jorge Amado e Zelia Gattai viveu e escreveu seu romances. Fiquei a imaginar como devem ter sido maravilhosas suas recepções com Vinicius de Moraes, Gláuber Rocha, Pablo Neruda, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Roman Polanski, Jack Nicholson, Sartre e Simone de Beauvoir; entre tantos outros.

Estive ainda no Farol da Barra vendo o por do sol. Visitei o Museu Náutico. Degustei o acarajé da Cira, o sorvete da Ribeira, a feijoada e a peixada baiana. 

Fui ao Projeto Tamar na Praia do Forte, à praia de Guarajuba, à praia de Itapoã, à praia de Stella Maris. Ainda tive o privilégio de conhecer a idílica Ilha dos Frades e a Ilha de Itaparica, em um passeio de escuna regado a axé, frutas, caipirinha e cerveja. 

Faltaram lugares para visitar: Teatro Castro Alves, Memorial Irmã Dulce, Terreiro de Mãe Menininha, Morro de São Paulo, entre outros. Mas, o que visitei foi um convite a voltar pela beleza da cidade, pela alegria do povo, pela comida apetitosa. Destaco ainda que a limpeza da cidade estava muito eficiente, bem como seu sistema de transporte, pois andei de metrô, uber, táxi e ônibus. 

Voltei a Fortaleza com desejo de retorno. Lembranças especiais aos amigos baianos/cearenses Airton, Lícia, Rodolfo, Viviane, Aécio, Roberta, Jeová e aos pequenos Saul, Davi e Yasmin pela hospitalidade memorável. 

Eita Bahia boa demais.


sábado, 22 de julho de 2017

RETORNO ÀS POSTAGENS


Nestes últimos meses tenho me dedicado às leituras, às mini-séries, ao esforço no desempenho profissional através de estudos e cursos; e também ao convívio familiar e algumas viagens. Tenho escrito pouco. Acho que depois da elaboração da dissertação do mestrado tinha que dar um tempo para descansar a mente. 

Agora, prometo retomar minhas divagações aqui pelo blog. Há tanto a debater. Vivemos tempos sombrios de intolerância. Tempos em se arguem argumentos pobres como se fossem verdades infalíveis. Tempos em que se leem apenas as capas das reportagens para se concluir. Tempos em que a divergência é motivo de ódio e desprezo. Que tristeza. A discussão das ideias se tornou algo ridículo e muitas vezes inaceitável. A política virou local de paixões exacerbadas entremeadas de clima FLA x FLU. 

Assim, neste momento, procurarei contribuir com minhas reflexões para defender que as grandes revoluções se fazem com passos contínuos, ás vezes pequenos, para se buscar o longe. Que a diversidade de pensamentos é que possibilita um ambiente de aprendizado e engrandecimento. 

foto: Ceart - Fortaleza (CE)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

INTERNET = CONHECIMENTO OU DESCONHECIMENTO


Quando fiz meu primeiro curso universitário (ah como era bom ter que estudar história) vivia em um período em que o conhecimento era muito restrito. O acesso aos livros era deficiente. As bibliotecas não tinham grande acervo (ainda é assim em muitas cidades, por desleixo e falta de visão de nossos governantes) e mesmo o acesso à aquisição de livros era difícil e por que não dizer raro. Afinal, estávamos de saída de uma cruel ditadura militar e os livros eram considerados ferozes instrumentos do inimigo. 

O tempo passou. É incrível a facilidade através da internet para se buscar o acesso ao conhecimento. De tudo encontramos a nossa mão, ou seja ao nosso toque no mouse ou teclado. Vídeos, documentos, arquivos históricos, experiências; há muito o que se angariar de conhecimento em termos profissionais e de lições para nossa vida. As livrarias estão abarrotadas de títulos para todos os gostos e necessidades. 

Mas nem sempre as boas notícias andam sozinhas. Há um pesado fardo sobre a internet e as mídias sociais. É comum vermos circular mensagens de apologia ao ódio, ao preconceito, à violência. Também circulam notícias falsas, inverídicas, distorcidas. É cotidiano receber mensagens totalmente desvirtuadas, sem o mínimo de averiguação da veracidade.

É incrível como pessoas passam o tempo todo compartilhando mensagens de raiva, de hostilidade a determinado grupo de pessoas, de injúrias. Ave.....

Pessoal, a internet e suas páginas nas mídias são como sua casa. Não a proliferem de negatividades. Aproveitem o campo vasto de conhecimento disponível. Há tantos bons exemplos a seguir. Divulguem o que é saudável. Semeiem o bem.  Isto vale também para o mundo virtual. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

INDIGNAÇÃO SELETIVA


Tenho acompanhado os últimos tempos em nosso país o envolvimento e protesto de pessoas anteriormente omissas. Sem dúvida, a participação cidadã merece aplausos, principalmente pelo fato de que as maiores conquistas sociais e mesmo as ações desenvolvimentistas ocorreram em nosso país por pressão da sociedade. 

Ocorre que a indignação com ações ilegais e imorais não pode se restringir a um partido, a uma instituição, a uma específica prática. Precisamos de menos hipocrisia e mais princípios. Se somos contra corrupção, não podemos de repente cobrar de um amigo a utilização de um jeitinho para lhe beneficiar, em detrimento de outros. Se somos contra corrupção, não podemos oferecer vantagem a um guarda para evitar uma multa de trânsito. Se somos contra ações ilegais, não podemos querer sonegar o Imposto de Renda. Se somos contra coisas imorais, não podemos furar filas, estacionar em vagas de pessoas com necessidades especiais, receber troco errado e embolsar, entre outros inúmeros exemplos.

Faço esta reflexão pois vi uma estudante protestar contras as graves irregularidades em nosso país e depois ser apanhada como beneficiada de fraude no ENEM. Acompanhei matérias de alguns maus profissionais médicos que protestaram contra os malfeitos de autoridades; e depois os vi sendo apanhados em fraude contra o SUS. Recentemente acompanhamos um famoso pastor que se posiciona como voraz crítico contra a corrupção no país, sendo acusado de fraudes e doações ilegais. 

E ai pergunto: será que os atuais políticos são extraídos de uma outra sociedade (talvez de Marte) ou vem dos quadros desta hipócrita, patrimonialista e preconceituosa sociedade brasileira? Se queremos vivenciar um país melhor, comecemos por mudar nossas atitudes. Não queiram que a mudança ocorra apenas para se beneficiar individualmente, mas sim pensando no bem estar coletivo. 

Indignem-se. Participem, Reajam com indignação diante das corrupções, ilegalidades e imoralidades. Façam isto sem querer excluir ninguém. Muito menos a si próprio. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

DESVARIO ADMINISTRATIVO


Realmente nosso país vive uma situação difícil, com possibilidade de um epílogo triste e de desdobramentos não avaliáveis. Contudo, o município de Quixadá vive caos ainda maior.

Não se pode nem avaliar como gestão municipal o atual grupo de pessoas que está a frente da Prefeitura em Quixadá. A irresponsabilidade e o despreparo tem levado o município a uma longa e tortuosa agonia.  

Neste momento a cidade vive uma epidemia de dengue, Chikungunya e outras doenças. Pessoas estão morrendo. A área de saúde, apesar do município ter recebido uma Unidade de Pronto Atendimento e uma Policlínica, enfrenta uma crise sem precedentes. O setor foi totalmente desestruturado, fruto da politicagem e desvario administrativo. Praticamente nada funciona a contento.

A área financeira, raiz da maior parte dos problemas da (indi) gestão municipal, enfrenta dificuldades com a permanência de salários atrasados dos servidores, aposentados e pensionistas.  Não há capacidade de investimento nenhum, com a perda de projetos, face ausência de recursos para  as necessárias contrapartidas. Em três anos e alguns meses de mandato, a administração só pintou de verde alguns prédios públicos, incluindo o cemitério, e inaugurou uma academia de ginástica sem equipamentos. 

A limpeza urbana, que já foi modelo para o estado em passado longínquo, é um triste cartão postal do lixo e da incompetência. As notícias não são nada alvissareiras para nossa cidade Quixadá. Todos os dias pipocam denúncias na ausência de zelo com os bens públicos. Lamentável. 

Esperança de dias melhores sempre há. Mas, ainda há meses a percorrer sob a desprezível gestão. Perdão pelo voto equivocado já pedi e reforço novamente. Espero que tenhamos a sapiência de escolher bem os novos gestores neste ano eleitoral. Rezemos e torcemos que estes dias nebulosos passem, Que os ventos da mudança sadia efetivamente aconteçam e não o arremedo verde insano em que nos metemos.

terça-feira, 19 de abril de 2016

SUPREMACIA DA MEDIOCRIDADE


Sinceramente achei a sessão da Câmara de Deputados, que aprovou o início do processo de impeachment da Presidente Dilma, um festival de horrores. Falo isto não pelo resultado em si, o qual demonstra a fragilidade do atual governo e sua ineficiência tanto política como administrativa. Falo pela explicitude da incompetência generalizada de nossos representantes.

Os nossos deputados não expressaram o devido respeito ao momento. Não havia limites para a hipocrisia. Integrantes até momentos atuais dos cargos e benesses do governo demonstravam-se revoltados com a corrupção e dos rumos do país. A apologia ao nome de Deus e da família empregada por conhecidos achacadores foi um escárnio para a sociedade. Notórios corruptos em suas práticas cotidianas travestiam-se de seres puros e castos, sob o aplauso de muitos. Lamento não concordar que devemos aceitar isto como uma coisa natural. 

O espetáculo medíocre foi motivo de chacota internacional. O jornal espanhol El País, citou em reportagem “Deus derruba a presidente do Brasil”. O jornal britânico The Guardian, relatou: “A presidente Dilma Rousseff sofreu uma grande derrota neste domingo em um Congresso hostil e contaminado pela corrupção”. Um festival de baboseiras assolou a sessão com alôs para papai, mamãe, filho que vai nascer, netos, igreja quadrangular, maçons, etc etc. 

Faço justiça para ressaltar que algumas poucas vozes dissonantes saíram desta normalidade. Vi alguns raros parlamentares defender o impedimento com argumentos, mantendo sua posição de oposição. Vi também parlamentares assumirem os erros do governo e defenderem também com boa argumentação a presidente. Mas nada apaga a apologia da ditadura feita por um nefasto representante do parlamento. Também nada apaga que o magistrado daquela sessão seja um notório corrupto, com a cara deslavada e cínica a rir do país. 

Lamentável.

Vi um festival de horrores, sob a batuta de um corrupto mor e sob o aplauso do ódio. Aguardemos os próximos capítulos do "Brasil horror história".