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sábado, 17 de novembro de 2012

JOÃO BRÍGIDO: CADEIA PARA OS CRIMINOSOS OU HONRA PARA OS ALIADOS?

João Brígido(foto) foi um dos maiores divulgadores da história da história cearense. Jornalista de língua ácida, era conhecido pelas suas críticas ferozes aos adversários políticos. Este fato é narrado no livro "A história do Ceará passa por esta rua", de Rogaciano Leite Filho.
 
De uma feita, zangado contra determinado chefão político do interior, João Brígido criticava o coronel interiorano:
 
- Fulano de tal, que há muito devia estar na cadeia, pelos muitos crimes que tem impunentemente praticado à sombra dos governos que se sucedem..."
 
Nisto um amigo que entrava e vendo a costumeira crítica para o jornal, fez um pedido:
 
- Coronel João Brígido não faça isto! Esse que o senhor está atacando, acaba de romper com Acioly e aderiu ao nosso partido....
 
Sorrindo, João Brígido continuou a falar para a neta que anotava seu artigo:
 
- Não risque nada. Leia o que já escreveu!
 
Logo depois prosseguiu:
 
- Ponha tudo em aspas e continue, já agora não aspeando. Que ele devia estar na cadeia, dizem os seus inimigos. Nós, porém, temos na justa conta, consideramo-lo não criminoso, mas um dos homens de bem entre quantos vivem presentemente no sertão....
 
obs: Qualquer semelhança com os dias atuais é mera coincidência.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

TOU MAIS LIGANDO PARA ISSO NÃO

Esta eu escutei por ocasião da inauguração do escritório da Ematerce em Ibaretama, onde reencontrei o amigo sindicalista João Ventura(foto). João, filiado histórico do PT e extremamente correto em suas ações, estava trabalhando na divulgação do projeto de cisternas de placas em sua cidade natal que é Ibaretama. Foi convidado pelo vereador Bebé para divulgação do projeto em uma comunidade. Meio a contragosto, com medo de uso político do projeto, João Ventura aceitou o convite. Bebé então lhe perguntou se podia ofertar um almoço para o ilustre convidado. João lhe disse de pronto:

- De jeito nenhum, que o povo vai falar mal....
A reunião aconteceu. E demorou muito. Perguntas para todo lado, as pessoas queriam saber os detalhes do projeto de cisternas. E deu 12 h, 1 da tarde, 2 horas. Aí João Ventura, já morto de fome, perguntou ao vereador Bebé:
- O senhor preparou o almoço?
Bebé respondeu:
- Não, o senhor falou que o povo podia achar ruim.... podia falar mal...
João Ventura então disse:
- Por essas horas tou mais ligando pra isso não.....
Bebé deu uma sonora gargalhada e foi preparar o almoço.

domingo, 29 de janeiro de 2012

O AMOR É LINDO

Durante o período em que fui vereador fiz grandes amizades. Aprendi muito com meus pares da época. Um desses grandes amigos é o ex-vereador Dr. Carlos Lima. Dono de uma voz potente e de uma sinceridade rara, Dr. Carlos é defensor publico e foi legislador por vários mandatos. Uma das suas frases favoritas é "O AMOR É LINDO". Afirmava isto e depois dava uma sonora gargalhada. Esta sua marca é conhecida por todos os seus amigos e as pessoas de seu convívio. Chegava mesmo a concluir muitos discursos na tribuna com esta ode ao amor.

Um fato interessante aconteceu no meio legislativo. Logo após uma eleição para presidente da câmara, em que não conseguiu se eleger presidente, estava Dr. Carlos pensativo alí na rua em frente à sede do plenário da Câmara.

Um amigo ao ver Dr. Carlos divagando, deu um grito.

- Dr. Carlos, o amor é lindo ?

Rapidamente, dr. Carlos respondeu:

- Pra umas coisas, outras não....

O amigo ficou sem entender e foi-se embora.

Quando recordamos esta cena, Dr. Carlos, que depois se elegeu presidente da Câmara, repete a sua conhecida gargalhada.

Foto: Dr. Carlos Lima (ex-presidente da Câmara, defensor público e vereador)

sábado, 6 de agosto de 2011

AS QUEIXAS DO MARIDO

"O presidente Toussaint Rose tinha dado a filha em casamento a um austero magistrado, o qual se queixava, repetidamente, ao presidente, da frivolidade e das despesas da muher.. Cansado de tanta reclamação, disse ele ao genro: Avise à minha filha que se ela continuar a dar-te motivos de queixas, ela será deserdada.


O marido nunca mais se queixou da mulher....
 
Leon Herns

quinta-feira, 23 de junho de 2011

DEIXA A VAGA PARA OS OUTROS

Este relato aconteceu na última campanha eleitoral em Quixadá. Estava acontecendo um comício do candidato do PSDB José Nílson. Discursavam os vereadores. Era a vez de Agenor Queiroz que abriu pedindo de forma enfática os votos para sua eleição.

- Sou a voz da experiência. Já fui 20 anos vereador. Fui vice-presidente da Câmara. Fui chefe de gabinete do prefeito Aziz Baquit. Fui chefe de gabinete do prefeito Renato Carneiro. Fui secretário Municipal.....

Enquanto Agenor discorria sobre os cargos que ocupou, o tradicional bebinho que fica em frente aos palanques de repente afirmou.

- Tá bom seu Agenor. Já foi muita coisa. Deixa agora para os outros.

Foi uma gargalhada geral debaixo e em cima do palanque.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ERALDO GUEIROS E O PILOTO EMERSON FITTIPALDI

O governador de Pernambuco, Eraldo Gueiros, era naturalmente o principal convidado da Rede Ferroviária para a inauguração do Museu do Trem, no Recife. Ele iniciou o seu discurso agradecendo o convite amigo e honroso de Emerson Fittipaldi. Emérson na época tinha sido campeão mundial de automobilismo. Ninguém entendeu, mas Gueiros continuava a elogiar o trabalho profícuo de Emerson Fittipaldi.
Ele havia trocado as bolas: na verdade se referia ao superintendente da Rede no Nordeste, Emerson Jatobá.

FONTE: Poder sem pudor -  Cláudio Humberto

domingo, 8 de agosto de 2010

LIÇÕES DE PORTUGUÊS PELO PREFEITO DE JAGUARETAMA (CE)

Figura folclórica conhecida nos meios politicos e sociais é o ex-prefeito de Jaguaretama Drena. As histórias relatam situações hilárias pela sua matutice e o quase analfabetismo. Esta me foi relatada no Cariri.

Preocupados com as inúmeras ratas do prefeito, seus assessores próximos aconselharam Drena a procurar estudar e melhorar o português. Conseguiram o consentimento do prefeito e ele se sujeitou a aulas particulares com uma professora contratada.

Depois de mais de 15 aulas, o prefeito Drena se sentiu cada vez melhor com as palavras. Chegou na prefeitura e afirmou:

- Oi como tou melhorando no português. Aquela placa ali no canto está errada. Viram como eu tou bem.

Os assessores ficaram se entreolhando sem entender. Na placa estava escrito em letras garrafais: INPS (sigla do antigo órgão de previdência).

O prefeito continuou. E disse:

- Na lição de ontem a professora falou que antes de P e B só se escreve M.

Os assessores compreenderam que as gozações e ratas continuariam.

sábado, 22 de maio de 2010

DEMOCRACIA JÁ

Logo após a redemocratização brasileira as instituições brasileiras começaram a iniciar programas e projetos para se adequar a nova realidade. Ao invés de instituições autoritárias, pautadas pela decisão única da chefia, introduziram novos conceitos gerenciais no sentido de buscar a participação dos seus funcionários nas decisões. Era a tentativa de inserir uma nova administração pública com foco em conceitos gerenciais.

E assim foi feito no Banco do Brasil. Uma série de cursos e seminários foram realizados para mudar a cultura organizacional. A palavra de ordem era democracia, debate com os funcionários. Foi assim que se dirigiu a Brasília para um curso um dos gerentes mais autoritários do Brasil. Conhecido pela rispidez e por ser extremamente duro, o gerente Juarez passou por uma semana de intenso treinamento. A ordem era que as decisões deveriam ser tomadas de forma consensual. Os funcionários deveriam ser consutados. O ambiente deveria ser voltado para os fins e não para os meios. A princípio, Juarez não gostou de perder a função de "chefe", aquele que sempre tem a primeira e a última palavra. Entretanto, entendeu que deveria mudar. Afinal, eram outros tempos. 

Juarez voltou a sua agência. E contou do ocorrido. Os tempos mudaram. A partir de agora tudo seria diferente. Consultaria a todos. Não seria mais o gerente "mandão". Discutiria os assuntos da agência; Procuraria ser bem mais aberto às críticas. Sua última frase na reunião porém mostrou que tudo continuava na mesma:

- Olhe, tudo mudou. Eu serei democrático. Faremos uma reunião por semana para debater as questões da agência. E todos poderão falar. E AI DAQUELE QUE NÃO FALAR.

quarta-feira, 31 de março de 2010

E O CARNEIRO FUGIU ?


Era a campanha de 1990. Travestia-se de candidato o jovem advogado Ricardo Machado. Seria o representante na Assembléia Legislativa do município de Quixeramobim. No meio da campanha surge convite de um apoiador seu para a realização de uma atividade política no bairro da Cidade 2.000 em Fortaleza. Segundo o apoiador iria realizar o maior comício da campanha. Seu nome era Bigode, conhecido bon-vivant e bebedor emérito.

Desconfiado da promessa do amigo apoiador, Ricardo resistiu. A insistência de Bigode foi grande, que ele assentiu na realização do evento. Bigode exigiu poucos recursos para o comício:

- Preciso apenas de carro de som para divulgar, cartazes para decorar a praça e um carneiro. Lhe garanto que levo mais de 5.000 pessoas.

Assim foi feito. Quando chegou o dia do evento, Ricardo foi recebido com uma multidão nunca vista em comício nenhum na Cidade 2.000. Era gente que não acabava mais e o candidato ficou animado com a possibilidade de tantos votos. Ricardo fez um grande discurso na defesa da democracia, da ética e seriedade. Ninguém arredou o pé durante seu discurso e muito menos quando terminou. 

Foi então que Ricardo percebeu que além do comício haveria um bingo de um carneiro. Bigode tinha percorrido todas a região divulgando o bingo. Distribuiu cartelas para todos, prometendo ser um carneiro legítimo do sertão. E o bingo aconteceu. Foi um sucesso total.

O problema foi quando foram entregar o carneiro ao ganhador. O carneiro tinha conseguido se soltar da corda e fugira pela ruas do bairro. O povo esculhambava o candidato:

- Esse nem entrou e já tá descumprindo promessa.

Ricardo falava para seus amigos próximos:

- Onde tava com a cabeça para confiar no Bigode. Me lasquei nessa.

Foi um deus-nos-acuda para encontrar o animal. A desgraça foi evitada quando um senhor chegou com o carneiro fujão.

Conclusão: votos que eram bons, foram poucos na Cidade 2.0000 que sairam para Ricardo, mas Bigode fez o maior comicio da história da Cidade 2.000, até hoje não repetido.

domingo, 7 de março de 2010

DEUS ME LIVRE DESSE ANEL


Essa é da história recente política, mais precisamente do município de Ibaretama (CE). Os vereadores estavam em sessão polêmica em que discutiam as verbas gastas pela Câmara municipal. A reunião era tensa e na platéia estavam muitos expectadores.

O presidente da câmara, que é formado em direito, afirmava questionando a capacidade dos seus adversários no debate:

- Sou uma pessoa preparada, formada em direiro, advogado, vocês é quem não entendem nada.

Como as críticas continuavam, vindas principalmente do verador Bebé(foto), o presidente quis com uma frase humilhar o parlamentar:

- Você não sabe de nada, você quer meu anel para aprender ?

- Deus me livre desse anel, respondeu Bebé.

- Você quer meu anel ? repetiu o presidente.

- Deus me livre desse anel, reforçou Bené.

Vendo as gargalhadas vindo do auditório, o presidente mudou o tom.

- Mas é o meu anel de advogado ?

- Deus me livre desse anel também, reafirmou Bebé.

As gargalhadas tomaram conta do auditório, que riam da discussão sobre o anel. Foi o jeito encerrar a discussão.

Fonte: Vereador Bebé

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

HOMEM DE PALAVRA

Voz destemida, Mendonça Neto(foto) enfrentava o coronelismo alagoano com a cara e a coragem. Certa vez, em campanha, foi a Flexeiras, reduto de Paulo Calheiros, chefe de um dos clãs mais temidos do Estado, amigo do então governador Divaldo Suruagy. Sentou-se no banco da praça, enquanto o carro de som anunciava o comício. Logo Calheiros apareceu:
- O que o sr. pretende com esse comício, deputado ?
- Votos, Paulo. Vivo disso. Estou lutando pela minha reeleição.
- Mas o sr. vai esculhambar com o Divaldo e isso não fica bem...
- Acho que dá para conseguir uns 150 votos por aqui - arriscou Mendonça, ignorando a observação e exagerando sua expectativa.
- Pois, deputado, se o problema é esse, eu dou 300 votos para o sr. não fazer esse comício - propôs o dono do curral na região.
Acordo Fechado, no dia da eleição Calheiros cumpriu o trato. Mendonça que nem sequer esperava ser votado em Flexeiras, contou exatos 305 votos.

Fonte: Poder sem pudor - Cláudio Humberto

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ZÉ ANTÔNIO (BLACK BANDA) E A MÚSICA DA CAMPANHA DE VEREADOR EM BATURITÉ


O conjunto musical "Black Banda"(foto) fez grande sucesso no Ceará, tendo marcado época para muitas gerações. Seus componentes animaram shows nostálgicos nos clubes do Ceará. Contratar a Black Banda era sinônimo de casa cheia. Um dos seus componentes, o músico Zé Antônio, natural de Baturité, achou que o sucesso musical poderia se transformar em um sucesso de votos. Candidatou-se a vereador em Baturité (CE). Seus amigos músicos resolveram gravar de presente um jingle para sua campanha. O autor foi o hoje maestro da banda de música de Quixadá Didi Barros.

Em um dos trechos dizia:

- "Só se ouve se falar,
    e todo mundo quer,
    Zé Antônio vereador
    na cidade de Baturité".

No início da campanha Zé Antônio já sonhava em ser prefeito de Baturité depois de eleito vereador. Entretanto, a alegria durou pouco. A música não surtiu efeito e a quantidade de votos foi minguada. Segundo o próprio Zé Antônio, uma vergonha.

O problema é que Didi criou outra versão para a música, depois da fragorosa derrota de Zé Antônio.

- "Não se ouve se falar
    e ninguém quer
    Zé Antônio candidato
    na cidade de Baturité".

O antigo candidato ficava de briga ao ouvir esta estrofe por parte de seus gozadores "amigos". E nunca mais quis saber de política.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

BENEDITO VALADARES E AS FREIRAS


Ex-interventor de Minas, Benedito Valadares (foto) não se incomodava em receber em sua casa quem quer que o fosse procurar.
Certa vez, bateram em sua porta duas freiras. As santas senhoras queriam alguma doação para obras de caridade.
Após a freiras serem anunciadas, amulher do político o advertiu:
- Você não pode receber as freiras assim, com esse pijama velho. Vai logo tirar isso, que não serve para receber visitas.
Valadares foi se trocar, enquanto sua esposa fazia sala para as freiras.
- Fiquem a vontade senhoritas. O Benedito não demorará.
E não demorou mesmo: pouco depois, aparecia sorridente na sala, vcestindo um pijama novinho em folha, bem à vontade para receber as freiras.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

MISSÃO CUMPRIDA OU NÃO ?


Dom Távora era o conservador arcebispo de Aracaju quando redigiu uma carta atacando a candidatura de Luís Garcia (UDN) ao governo de Sergipe, em 1958, por ser ele apoiado por comunistas, e ordenou que o texto fosse lido durante as missas.
Mas desconfiou que Filadelfo, pároco de Laranjeiras ligado à UDN, não o obedeceria. Mandou um espião à sua missa. Ao retornar da missão, o homenzinho contou:
- Ler, ele leu. Mas houve um problema: traduziu tudo para o latim...

Fonte: claudiohumberto.com.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O BISPO ESTÁ LÁ FORA



Encontrei o amigo Agenor Magalhães em solenidade realizada na Câmara Municipal de Quixadá. Vereador e chefe de gabinete por décadas, Agenor é um eterno contador de "causos" do mundo político. Lembrei de um fato que aconteceu com ele alguns anos atrás.

Depois de uma noite de bebidas e conversas políticas no restaurante do Abelardo, Agenor dormiu até mais tarde. Foi surpreendido ao ser chamado pela empregada que lhe dizia:
- Seu Agenor, tem um homem lá fora querendo falar com senhor. É o Bispo.
Agenor de repende se pôs de pé. E disse:
- Meu Deus, o que esse homem tá fazendo aqui. Menina, ajeita a casa que o Bispo vai entrar.
Todos na casa, correram para ajeitar cadeiras, preparar suco, etc. Afinal, era uma das maiores autoridades da região. Agenor se vestiu rapidamente e foi receber o Bispo. Na época, o Bispo em Quixadá tratava-se de Dom Rufino.
Para sua surpresa, ao dizer, "Bom dia Dom Rufino", recebeu uma resposta de uma voz meio tímida:
- Não é o Dom Rufino não, seu Agenor. É o Raimundo Bispo, fotógrafo, que veio cobrar umas fotografias.
Foi uma gargalhada geral na casa.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PEDINDO VOTOS



Fláusio da Silva Santos era candidato a vereador de Murici (AL), terra do Senador Renan Calheiros, quando pediu no palanque:

- Meu povo, vote neu!

O amigo e também candidato José Correia, que esperava a vez de falar, tomou um susto e falou alto:

- Não é "vote neu", é vote em mim!

- Nada disso, meu povo! Vote neu mesmo, porque o Zé Correia já tá eleito... insistiu Fláusio desconfiado.

Fonte: Poder sem pudor - Cláudio Humberto

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

RUI BARBOSA E O LADRÃO

Rui Barbosa, brilhante jurista e político brasileiro era conhecido por seu conhecimento e cultura ampla.
Diz a lenda que Rui, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o, quando este tentava pular o muro com os patos, disse-lhe:
– Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas, sim, pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei, com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
– Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?
Fonte: blog.damasio.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

CABARÉ POLÍTICO - O VOTO DO ANALFABETO


Deputado pelo MDB velho de guerra em 1979, o alagoano José Costa conversava com alguns colegas no cafezinho da Câmara. O assunto polêmico da época era o direito de voto ao analfabeto. O gaúcho Nelson Marchezan, prócer da Arena, tentou brincar:

- Eu soube que os analfabetos já votam em Alagoas...

A resposta foi certeira:

- É verdade, Marchezan, e eles votam na ARENA - devolveu na bucha.


Fonte: Poder sem pudor - Cláudio Humberto

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"APOSENTE O HOMEM"

Manoel de Castro foi deputado estadual por 8 mandatos, tendo sido eleito vice-governador em 1978. Sua base eleitoral era Morada Nova. Em 1982 assume o cargo de governador ficando até o final de seu mandato. Nesta época recebeu um insistente correligionário a procura de emprego. O eleitor já o tinha procurado inúmeras vezes. Resolveu então acatar o pedido e se livrar do carrapato. Chamou o seu secretário de administração, e disse:
- Tu lhe mandando uma pessoa. Arranje um emprego para este amigo.

No outro dia, seu secretário lhe disse:

- Governador, o homem está muito velho. Não aguenta mais trabalhar. Não sei onde coloco ele.

Louco para se ver livre, o Governador afirmou categoricamente:

- Então, aposente o homem.

sábado, 3 de outubro de 2009

UM PREFEITO ESPERTO: JOSÉ LINHARES DA PÁSCOA


Um dos fatos que marcaram a história de Quixadá (CE) foi a morte do ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. Um dia antes de sua morte ele pernoitou na Casa de Repouso São José(foto), situada no distrito de Dom Maurício. Este local, além de ter uma beleza especial, contrasta com a cidade em virtude do clima. Com uma temperatura amena e agradável atrai ainda hoje inúmeros visitantes para repouso e descanso. Inclusive, os objetos do quarto, em que durmiu pela última noite, encontram-se dispostos no Museu Histórico da cidade.

Neste seu último dia de vida, antes do trágico acidente aéreo que o vitimou, recebeu o então prefeito de Quixadá, José Linhares da Páscoa, com quem teve uma rápida conversa.

Após o acidente, o prefeito Zé da Páscoa, foi indagado sobre o teor de sua última conversa por diversos jornalistas que vieram cobrir o acidente. Esperto, o prefeito relatou o seguinte fato:

- O presidente me garantiu que iria conseguir a construção da estrada ligando a cidade de Quixadá até o distrito de Dom Maurício(Serra do Estevão). Esta foi sua última aspiração.

A forma como isto foi amplamente divulgado nos meios de comunicação trouxe consequências. Os recursos da estrada foram assegurados pelo Governo Militar. Anos depois, Zé da Páscoa, que foi meu colega secretário na gestão municipal de 1993-1996, me contou a história e me deu a seguinte declaração:

- O presidente mal conversou comigo, mas eu não podia perder esta oportunidade para Quixadá.

E assim foi conseguida a estrada tão sonhada pelo eficiente administrador.