domingo, 4 de março de 2012

A POLÍTICA É DINÂMICA

Esta frase do ex-governador Gonzaga Mota continua mais do que atual no cenário político brasileiro. Antigos e ferrenhos adversários unirem-se aos seus opositores pode ser uma surpresa para seus partidários, mas não para as lideranças que tem como objetivo principal se perpetuar no poder.

Claro que isto geralmente não é nenhuma atitude de desprezo aos ideais. Em determinados momentos, a união de contendores políticos é salutar, principalmente quando se enfrenta um mal maior. Governos de união nacional aconteceram em todos os países do mundo. Aqui mesmo no Brasil tivemos uma grande frente de partidos e lideranças na busca pela redemocratização do país, com o movimento Diretas-Já colocando no mesmo palanque Lula, Brizola, Ulysses Guimarães, Mário Covas, Miguel Arraes, Aureliano Chaves, Franco Montoro, entre muitos outros.

Entretanto, fatos como este não são uma regra, normalmente os acordos políticos se traduzem em acordo de interesses em que os ideais e os desejos dos governados são esquecidos. Quando as lideranças de um lugar se sentem ameaçadas com o processo natural de renovação, podem continuar sua rivalidade; ou dar cabo das hostilidades, esquecer o passado e formalizar uniões políticas antes impensadas.

Em nossa Quixadá enfrentamos esse desgaste natural de lideranças construídas há mais de 20 anos. Claro que não só natural, há políticos que já foram quase uma unanimidade, mas enfrentam um processo de esvaziamento de apoiadores por sua própria ação narcisista e excludente. Se as uniões divulgadas nos bastidores vão se configurar em realidade, só as próximas semanas permitirão prognóstico real.

Não se assustem se na próxima campanha eleitoral presenciarmos palanques sui-generis na história política de Quixadá. E quanto aos militantes poderá ser comum encontrar antigos rivais segurando a mesma bandeira. No sério, acredito que as conversas que tem deixado os mais céticos assustados dificilmente se realizarão, pois a disputa partidária deixou muitas marcas difíceis de apagar. Se acontecer será no mínimo curioso, mas não supreendente. Quem viver, verá.