segunda-feira, 28 de abril de 2014

E A JUSTIÇA NO CEARÁ?

Há poucos dias escutei trechos de entrevista do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará que revelou dados estarrecedores.  Uma de suas frases repito aqui: "São desembargadores sem mentalidade formada. Juízes também sem mentalidade formada. Sem compromisso. Advogados aéticos. Tem servidores cometendo podridão. Olha, fico impressionado com a capacidade do mal. Quando o bem pensa que avançou, o mal está muito adiante". Depois acrescenta: "Não! Aqui está correndo tudo bem. Não há foco de corrupção”. Há. Isso existe. A gente tem que ter a sinceridade suficiente, a coragem suficiente para reconhecer".O articulista do jornal O POVO Fábio Campos descreveu bem em uma frase esta situação no título de seu artigo: "A face podre do judiciário".

O mais grave em tudo isso é que há muito tempo, muito tempo mesmo, se escuta falar nos bastidores, nas conversas em voz baixa, do esquema de corrupção relatado pelo atual presidente do Tribunal. Um poder que deveria ser o espelho ético de nossa sociedade, que deveria ser o guardião da legalidade, traveste-se de um triste e sombrio filme de perversão e de desejo pelo vil metal. A justiça está nua. Quem dera realmente estivesse nua para se vestir de ética, de honestidade, de eficiência. A sociedade deseja apenas que o Poder Judiciário cumpra o que está presente em seu nome: justiça. Faça-se justiça neste país, desejam todos os homens e mulheres de bem; os que acreditam em uma sociedade sã e consciente de seus direitos e deveres.

Espero que este desabafo do Presidente não se transforme apenas em palavras ao vento. O poder judiciário no Ceará deve dar um exemplo e extirpar suas laranjas podres. Para que possam surgir laranjas doces para adoçar e  fortificar a justiça cearense. É o mínimo que se exige a sociedade. Não queremos ver escárnios como vimos bem recentemente, queremos simplesmente justiça.