domingo, 13 de junho de 2010

A COPA NA ÁFRICA: UMA REFLEXÃO

Podemos até tentar entender a importância da realização na Copa na Àfrica do Sul, mas dificilmente captaremos o sentimento daquele país. Durante décadas, o povo sul-africano enfrentou um dos mais cruéis e desoladores regimes de governo. Um governo racista, assassino, impiedoso. Sob a liderança de Nelson Mandela, que passou 27 anos na prisão, o povo conseguiu destravar as barreiras do apartheid e iniciar o caminho para o sol da esperança.

A Copa é como um símbolo de liberdade, de realização, de sonhar de todo um povo. Não é uma simples competição, é muito mais que isso. Representa o alvorecer de um país. Talvez esse seja o motivo de tanta alegria daquele povo. O seu riso, a sua felicidade, o som estridente das vuvuzelas é algo que todo ser humano deve se orgulhar de ver acontecer. Marca para o sul-africano quase a mesma importância da queda do muro de Berlim para os alemães. É algo fascinante, brilhante, irradiante. Queria estar lá para ver como meus olhos. Não podendo, me contento a ver pela TV o brilho dos olhos daquele povo.

Pena que Nelson Mandela não pôde comparecer à solenidade de abertura. Teria sido maravilhoso. O infortúnio trouxe mais um grande sacrifício para esse timoneiro da liberdade. Perdeu ele uma neta em desastre automobilístico, após o show de abertura do evento histórico. Dos grandes homens cobram-se grandes sacrifícios. Imaginei a dimensão da dor desse líder. Cheguei a me perguntar o porquê de tal sofrimento em um momento tão auspicioso. É mais um sacrifício. Fica meu sentimento de tristeza distante.

Parabéns ao povo sul-africano. A África passou a estar presente no mapa mundial.