terça-feira, 26 de maio de 2009

JUSTIÇA E OS JULGAMENTOS


Hoje passei a tarde e boa parte da noite assistindo a um julgamento extremamente interessante. Presenciei um julgamento de um criminoso diferenciado. O clima também era especial.Aparato de segurança, polícia federal presente, brilhantes exposições do promotor e do próprio juiz, etc.
O réu não se trata daquele facínora que vem a ser consequência da ausência do estado. Não era egresso de uma família de favelas ou de situação bem carente. Cabe inclusive um estudo para entender como se forma uma quadrilha do tipo da do réu. O rosário de crimes desfilado pelo promotor mostrava como nossos jovens podem enveredar pelo crime a partir de pequenos delitos. De pequenas infrações surgiu um dos maiores criminosos que a cidade do Limoeiro já viu nascer. E ele demonstrava frieza e sadismo ao rir da exposição de suas pervesas ações. A execução de inocentes, de comparsas, tudo feito sem remorsos. Chegou-se a ponto de sua quadrilha ameaçar juiz, promotor e delegado. Era a lei do silêncio pelo medo. Por isso, que o julgamento aconteceu em Fortaleza.
O caso envolve gente poderosa como está bem presente nos autos. Entretanto, de vez em quando, a justiça chega para seus sicários como também para os poderosos que desafiam a lei. É um lento avançar do estado democrático do direito em nosso Brasil. Afinal, nem tudo é notícia ruim.